Pesquisa avalia o impacto do stiletto dance na autoestima das mulheres

Uma pesquisa de iniciação cientifica do Centro Universitário Central Paulista (Unicep) avalia a qualidade de vida e a autoestima em mulheres praticantes de stiletto dance. Desenvolvido por um estudante de educação física de São Carlos (SP), o estudo foi iniciado em agosto de 2016 e aponta que a dança pode provocar mudanças de comportamento em diferentes ambientes sociais.

Apaixonado por dança e professor de stiletto há três anos, o universitário Jailton Silva contou que escolheu esse tema para a pesquisa depois de perceber alterações nas atitudes de suas alunas.

Pesquisa

A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é desenvolvida com 23 alunas de stiletto dance de uma academia da cidade. Elas responderam um questionário sobre qualidade de vida para avaliação da autoestima e, desde então, Silva afirma que notou variações.

As mudanças, segundo o estudante, muitas vezes não são notadas pelas alunas em um primeiro momento. “Elas não percebem logo de cara que mudaram a maquiagem, as roupas, o pensamento e a preocupação quanto ao que a sociedade pensa delas. Hoje em dia, infelizmente, a gente ainda convive com esse massacre da sociedade na figura feminina por ela ser espontânea”.

Empoderamento

Ela ressaltou que a maioria das mulheres que responderam ao questionário é casada, tem filhos, possui vida profissional e lida com as tarefas domésticas, e confirmou que houve uma mudança no perfil delas no decorrer das aulas.

 Orientadora do projeto e aluna de stiletto, Cintia Matiucci contou que era amiga de Silva antes da pesquisa e o incentivou na escolha do tema.

“Quando as aulas de stiletto começaram na academia, fui uma das primeiras a fazer. Eram poucas alunas, depois que a coisa começou a engrenar”, afirmou.

 Agora, com a proximidade do término do estudo, a ideia é publicar as observações verificadas.

“Quando começamos a fazer a pesquisa teórica, descobrimos que na literatura não tem nada. É tudo baseado em revista. Quando fomos para um congresso em São Paulo, encontramos outras pessoas que também fazem pesquisa em dança, mas não há nada publicado. A longo prazo, como orientadora, pretendo que a gente publique esses resultados e contribuia para a área da dança”.

Autoestima

A geógrafa Vanessa de Lima foi uma das mulheres que notaram uma mudança comportamental com a prática da dança.

“Nunca tinha dançado de salto, então cada aula está sendo uma superação. Eu fui notando esse processo de ser menos tímida, de me aceitar um pouco melhor esteticamente. Antigamente, eu vinha para a academia só de legging e camiseta, agora eu uso shorts curto”, relatou.

As mudanças, segundo ela, também extrapolam o ambiente da academia. “A gente sai para dançar, não sente vergonha de dançar em público, em alguma balada ou em casa”, explicou.

FONTE: G1

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